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CORONAVIRUS: O VIRUS DAS PESSOAS E DAS EMPRESAS

De fato, o vírus tem afetado muitas pessoas no mundo levando até a morte. No entanto, se morrem empresas na mesma proporção em que a quarentena permanece como orientação de nossos governantes. Há aqui uma linha tênue entre a saúde das pessoas e a economia e junto com elas os céticos dos dois lados em que a defesa de suas opiniões chega a ser mais importante que a análise real dos acontecimentos cíclicos que este assunto leva. Vamos lá, vamos começar a fazer uma analogia sobre a doença. O COVID-19 é uma roleta russa. A doença foi colocada em um projétil e esta bala e colocada no tambor do revólver. Se quando atirar na sua vez só fizer um “click”, você está a salvo e pode se dizer um sobrevivente do vírus. Mas se o tiro for dessa vez o lançamento da bala, você está morto. Acabamos de falar sobre a doença e sem percebermos que falamos também de uma estatística. O tambor tem a capacidade para seis balas e uma delas contem a doença e esta mesmo estatística podemos utilizar no avanço da doença. Se sabemos que vamos passar pela roleta russa, sabemos que uma de seis pessoas pode morrer. Agora seria muita hipocrisia saber que estamos passando por uma pandemia mundial e querer que todos se salvem. Obviamente não citaremos aqui que o confinamento ajuda a perdermos menos vidas, mas nós perderemos.

Agora vamos falar das empresas que, segundo o TGA (Teoria Geral da Administração) é formada por pessoas e se estas pessoas estão confinadas, o que acontece com elas? Elas morrem. E é isso que está acontecendo. Sem pessoas trabalhando as empresas não geram produção, faturamento, capital ativo e consumo. As empresas podem até não morrer, mas podem sair deste cenário muito feridas e com período inestimado para suas recuperações. Venho visto muitos empresários perguntando como sair desta situação, de como fazer para sobreviver e eu os sempre atendo com uma orientação que apesar de real e de não ter nenhuma magia digo, procure manter a calma, organize-se e busque os melhores e recursos para o seu negócio. Neste instante é melhor buscar ajuda de profissionais que são treinados para a superação de crise como os consultores, assessores, contadores e advogados. Estas pessoas poderão dar a melhor orientação, mas entenda que já existiam empresas com muitas dificuldades e agora o vírus foi o empurrãozinho que faltava para que as dificuldades emergissem de vez. Existem as empresas que já tinham dívidas para manter o negócio ou para investimentos nele e as empresas que estão se endividando agora para enfrentar a crise. A diferença é que o primeiro já tem dificuldades maiores agora e o segunda, terá as dificuldades depois na hora de iniciar a enxurrada de pagamentos que virão depois.

Se você já não dava importância para capital de giro, assessoria empresarial e sequer visitava seu contador, está na hora (apesar de ter passado) em pensar neste momento de paralisação o quanto são importantes para o seu negócio. Mas sendo bem otimista agora, todo problema tem solução e os de sua empresa também. Inicie pedindo ajuda, buscando recursos e acompanhando as notícias de retorno ao trabalho. Não estamos e nem queremos comparar saúde com economia não é mesmo? Mas é preciso pensar em trabalho agora para que problemas maiores causados pelo vírus não venham no futuro do qual já estamos vivendo, o enfrentamento da epidemia de saúde e a desestabilização da economia.

Alegre-se, no mundo nos países que já passaram pelo surto, já temos dados que não há mais infectados ou eles estão abaixando significantemente e que as bolsas de valores e o mercado de ações tem subido também em uma linha de ascensão bastante interessante. Agora é só torcer para acontecer o mesmo aqui em nosso país.

André Bartsch 

Assessor Empresarial

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